uma das razões pelas quais devemos cuidar muito bem de um novo piercing é para evitar a formação de quelóides. Difíceis de controlar e de remover, as quelóides são um dos maiores motivos que levam uma pessoa a se desfazer de seu piercing.
O que é um quelóide? Um queloide é um caso especial de cicatriz. São lesões fibroelásticas, avermelhadas, escuras, rosadas e as vezes brilhantes, com formato de corcova. Podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele e até mesmo espontaneamente. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas, não contagiosas e indolores, as lesões podem se tornar um problema estético importante.
Como ocorrem quelóides: Queloides são formados dentro de tecidos enferidados. O colágeno, que é usado no tratamento de feridas tende a deixar a área da cicatriz muito maior, muitas vezes produzindo uma protuberância maior do que a cicatriz original.
O queloide não regride, e quando excisado (retirado cirurgicamente) tende a recorrer. Ocorre igualmente em ambos sexos embora seja relatado incidência maior, dentre os jovens, nas do sexo feminino, provavelmente refletindo uma maior frequência do uso de brincos.
Indivíduos negros tem cinquenta vezes mais quelóides que os de outras etnias em geral.
Apesar de fatores genéticos e predisposição serem altamente determinantes no surgimento de um quelóide, sabemos que não cuidar corretamente de um piercing pode ser a diferença entre ser o feliz ganhador de um piercing ou o dono de um quelóide. Saibam que cuidando bem de seus piercings vocês evitam muita vergonha e constrangimento, além de dores de cabeça com os tratamentos disponíveis para quelóides.
Como são tratados os quelóides: 
* Cirurgia — Cirurgia requer grandes cuidados pré e pós operatórios. Alguns quelóides que recidivam após a excisão podem ser de dimensões superiores aos originais, existindo cerca de 45% de probabilidade de recurrência após cirurgia. Contudo, quelóides são menos propensos a recidivar se a remoção cirúrgica for combinada com outros tratamentos. A remoção cirúrgica ou por laser pode ser seguida de injeção intra-lesional com corticóide de forma a tentar evitar a recorrência. A sutura da pele inclui técnicas como a plastia em V e em W como tentativas de reduzir a tensão da pele, as quais reduzem a incidência da recurrência destas lesões após excisão.
* Pensos — Pensos úmidos executados em gel de silicone ou folhas de silástico foram testados com sucesso como forma de reduzir a proeminência dos quelóides ao longo do tempo. Este tipo de tratamentos não só é seguro como indolor.
* Corticóides injetáveis — Corticóides injetáveis são principalmente utilizados quando a cicatriz começa a espessar ou se o doente é já um conhecido formador de quelóide. Séries de injeções com acetonato de triancinolona ou outro corticosteroide podem reduzir o tamanho do quelóide, embora as injeções possam ser desconfortáveis.
* Compressão — Ligaduras de compressão aplicadas no local durante vários meses, por vezes até 12 meses, provocam redução das dimensões da lesão. Funcionam melhor quando utilizadas como prevenção de novas lesões.
* Criocirurgia — Criocirurgia é um excelente tratamento para quelóides pequenos e que ocorrem em pele levemente pigmentada. É frequentemente combinada com injeções mensais de cortisona. O uso da crioterapia é limitada já que causa despigmentação da pele. A pele é congelada e ocorre redução da circulação subjacente. Seu efeito, na verdade, é uma queimadura local por congelação. Descasca superficialmente a pele.
* Radioterapia — Pode ser usada, mas frequentemente não vai fundo o suficiente para afetar órgãos internos. Radiação ortovoltaica é mais penetrante e levemente mais eficaz. Não se conhecem provas de que possa causar qualquer forma de câncer após muitos anos de uso, mas é muito cara. Tratamentos com radiação podem reduzir a formação de uma cicatriz se for usada logo após a cirurgia, durante o tempo em que a ferida cirúrgica está se curando.
* Terapia a laser — É uma alternativa à cirurgia convencional para remoção de quelóides. Lasers podem descascar bem a pele superficialmente mas frequentemente não reduzem a massa de quelóide. O uso de dye-tuned lasers não tem mostrado melhores resultados do que o laser frio.
* Novos tratamentos — O uso de drogas para tratar doenças auto-imunes ou cânceres tem se mostrado promissores. Isso inclui interferon-alfa, 5-fluoruracil e bleomicina. É necessário estudos e avaliações complementares antes do uso generalizado.
Espero que todos tenham entendido que quelóides são coisa séria, cuidem bem de suas perfurações e vejam seu histórico familiar também, pois infelizmente piercings não são para todos e saúde está em primeiro lugar.

